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Artigo 10 - Manifestações Folclóricas na Ginástica Geral

Por Ana Angélica Fretias Góis - Membro do Grupo de Pesquisas em Ginásticas - FACEF/UNIMEP/CNPQ. Resumo publicado nos Anais do I Fórum Estadual de Ginástica Geral - Federação Paulista de Ginástica - 13 a 15/12/2002 - Santo André/SP.

O entendimento do folclore é o primeiro passo para a compreensão do povo em sua dinâmica vivencial, mesclada de um lazer criativo, lúdico e mágico capaz de alimentar esperanças e expectativas e de nutrir sua própria raiz, por força de um uso intra-social que ninguém tem o direito de interferir, mas sim a obrigação de preservar.

Luiz Antônio Barreto

Percorrer nosso imenso Brasil torna-se uma grande aventura, onde, através do seus campos, florestas , rios e mares, encontram-se inúmeros encantos, próprios de cada região, características bem peculiares, atividades que expressam a existência de diferentes povos e uma rica diversidade cultural.

Diversidade que acompanha a formação do povo brasileiro e origina suas várias caras, várias artes, vários corpos que revelam riquezas da mais pura miscigenação étnica, produzindo um sincretismo celebrado no dia a dia desse país cheio de sentidos e intenções.

Para BARRETO (1996), o 'povo brasileiro adotou o sincretismo como método de apreensão do conhecimento. A originalidade da cultura brasileira decorre de sincretismo de todas as influências e vivências." (p.26)

O povo brasileiro celebra através das músicas, poesias, danças, e diferentes costumes, suas evoluções, seus ritmos, suas cores, suas festas e dessa forma, crianças, idosos, negros e brancos, pessoas 'especiais' de um mesmo pais, de uma mesma região, apresentam únicos e diferentes cidadãos.

Na obra Sem fé, Sem lei, Sem rei, o autor sergipano Luiz Antônio Barreto (1996) cita que: O homem brasileiro na história do Novo Mundo é, na esteira do tempo, o homem do paraíso ou da natureza, o índio do romantismo, o negro que o mesmo romantismo tutelou culturalmente, respaldado pelas novas teorias científicas que refugavam os preconceitos, o mestiço suspeito e estigmatizado, e é, também, o homem do conhecimento, da arte sincrética, da cultura e do pensamento, construindo uma perspectiva própria de liberdade de expressão, sem apagar as marcas do passado. (p.25)

Nesta reflexão, estes cidadãos serão representados, através da prática da Ginástica Geral, estabelecendo uma relação com a cultura, revelando o cotidiano dos praticantes desta atividade, a partir da valorização da manifestação de expressões culturais, próprias das regiões do Brasil. A Educação Física, será um canto do grande encanto brasileiro, e nossos alunos, nosso "povo" serão sua maior riqueza.

BARRETO (1998) afirma que: O que também importa, para a compreensão da cultura, é traçar o itinerário da história do povo brasileiro como a porção da humanidade nova nascida sob o signo da cruz, batizada na praia pelos soldados da Companhia de Jesus, crescida sob o magistério moral da Igreja, entre a fé e a devoção, na esperança de outra vida, melhor e eterna. (p.121)

Evidenciaremos o folclore brasileiro, enquanto componente indispensável para o desenvolvimento da cultura, partindo de uma forte e rica linguagem popular, onde temos uma combinação de diferentes imagens, sons, palavras, cores, formas, festas, ritmos, canções, movimentos que deverão ser tratados pela Ginástica Geral, promovendo uma dinâmica significativa nesta sociedade.

Sociedade que não esconde suas marcas de violência, miséria, da fome e de uma seca que vem castigando a beleza de tantos corpos, a beleza de tantas vidas. Miséria que vem sendo motivo até para dançar, cantar, recitar e assim, buscar melhores condições neste emaranhado de injustiças.

A cultura será abordada, enquanto, expressão própria do povo que a cria e a transforma.

BARRETO (1997): defende a associação da cultura, com todo o seu complexo de expressão, com o povo que a cria. Nada mais que isto: trocar o efêmero da fantasia, pelo definitivo da história: o fazer, o saber e o pensar da gente brasileira. (p.58)

A partir da caracterização de uma expressiva diversidade cultural, o Brasil revela sua própria existência ao longo da história, produzindo uma comunicação de crenças, tradições, valores e riquezas herdadas por diferentes povos que neste país passaram.

Povos africanos, portugueses e indígenas contribuíram para o surgimento das diversas manifestações culturais que ao longo das gerações são transmitidas e transformadas em cada localidade do Brasil.

Neste grande universo cultural brasileiro, pretendemos a partir da Educação Física, entendermos a importância e a necessidade de trabalharmos com a constante relação de cultura e corpo, visto que, agimos de forma considerável na construção deste corpo e desta representação social, considerando as diferenças existentes entre nossos alunos e valorizando, esferas do conhecimento, principalmente par registrar na memória de um povo suas inúmeras criações e recriações.

Aglaé Fontes de Alencar, importante estudiosa do folclore sergipano, nos alerta para a necessidade da escola abrir a porta para a entrada efetiva da cultura do povo e afirma que o professor ainda não vê a cultura popular como fonte de conhecimento, e muito menos como função mais significantes da nossa identidade.

Precisamos construir na escola espaços próprios e dignos para o desenvolvimento do estudo da cultura popular do nosso País, promovendo assim, construções de conhecimentos a partir da identidade da nossa região, do nosso povo. Será importante, ampliarmos nossa visão de cultura, de folclore, além do dia 22 de agosto, quando ficou instaurado como o Dia do Folclore.

O povo guarda e demonstra variadas formas de expressão, ouvimos sempre que o folclore é o meio mais espetacular de se expressar o seu país, sua região, seu estado.

BARRETO (1998) diz: O folclore é um fragmento do cotidiano longínquo, que se vai contextualizando no tecido social como uma referência. Logo, é uma ferramenta auxiliar da interpretação dos fatos, que em certas circunstâncias mais se equivale a uma chave, que revela ao presente todas as surpresas do passado acumulado. (p.113)

É possível observar a presença de vários grupos folclóricos em todo o país que mesmo com a constante falta de apoio, incentivo e da própria valorização destas manifestações, por grande parte da população brasileira, sobrevivem e mantêm-se atuantes.

Dentro do contexto de valorização do folclore e suas diversas manifestações, objetivamos apresentar e promover, através da Ginástica Geral, uma comunicação diversificada, partindo de composições coreográficas significativas, críticas e reflexivas sobre esta riqueza cultural do nosso povo.

AYOUB (2001) afirma que: Ao  considerarmos a ginástica geral como algo a ser demonstrado, devemos estar atentos para que ela não seja vista como um produto, desconectada de um processo. Ao contrário, essa perspectiva de demonstração da ginástica geral precisa ser tratada como parte integrante do processo educativo na educação física escolar. Mais ainda: no processo de elaboração de uma composição coreográfica, deve considerar-se as experiências e interesses dos alunos e o trabalho em grupo, estimulando a cooperação, a capacidade de ação e autonomia dos educandos como sujeito do processo educativo, para que possam compor em co-autoria com outros sujeitos, buscando novas interpretações, novas leituras, novas significações antes desconhecidas. (p.32)

Reforçando o pressuposto anteriormente citado, entendemos a Ginástica Geral, como um possível veículo da importante área da Educação Física, capaz de direcionar caminhos que levem nossos alunos ao conhecimento e entendimento de histórias construídas em nosso pais, por nosso rico povo.

Encerro esta reflexão, com o propósito de juntos na Ginástica Geral movimentarmos e apresentarmos este grande celeiro cultural, que se chama BRASIL...

 

Bibliografia:

AYOUB, Eliana. A ginástica geral no contexto escolar. Anais do Fórum

      Internacional de ginástica geral. UNICAMP: Campinas, 24 a

      31/08/2001.

BARRETO, Luiz A. Um novo entendimento do folclore e outras

       abordagens culturais. Sociedade Editorial de Sergipe: Aracaju,

       1997.

_______________Os vassalos do rei. Sociedade Editorial de Sergipe: Aracaju, 1998.

_______________Sem fé, Sem Lei, Sem rei. Sociedade Editorial de Sergipe: Aracaju, 1996.

 
 
     
 

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