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Artigo 15 - Atividade física, treinamento esportivo, ginástica artística e crescimento em estatura

Por Marcelo Miyashiro - Bacharelando em Educação Física - USP - 2003.

Sabe-se que existem crenças e incertezas do público em geral acerca da influência da atividade física e do treinamento esportivo sobre o crescimento em estatura de crianças e adolescentes. A atividade física regular é freqüentemente recomendada como favorecedora desse processo. Por outro lado,  o treinamento esportivo em ginástica artística é muitas vezes apontado como sendo a causa da baixa estatura relativa dos atletas nessa disciplina. Afirmações como "quem faz ginástica olímpica fica baixinho" são comuns.

Afinal, existe ou não influência da atividade física e do treinamento esportivo sobre a estatura? Se existe, será positiva ou negativa? Como a ginástica artística se encaixa nesse contexto?

Atividade física regular versus treinamento esportivo

Inicialmente, convém estabelecer de maneira geral a diferença entre atividade física regular e treinamento esportivo.

Atividade física regular corresponde à prática de determinada atividade ou disciplina(s) atlética(s) (como natação, basquete, ginástica, etc.) com determinada freqüência e com objetivos de saúde ou bem-estar e lazer.

O treinamento esportivo diz respeito à especialização na prática de uma disciplina atlética, de maneira metódica e freqüentemente rigorosa, com objetivos de competição.

Atividade física regular e crescimento em estatura

De acordo com MALINA (1989, 1991), a prática regular de atividade física tem pouco ou nenhum efeito sobre o crescimento em estatura. Contrariamente a tal afirmação, em certos estudos que compararam grupos de indivíduos submetidos a um certo período de treinamento com indivíduos inativos, foram observadas diferenças nas velocidades de crescimento entre os grupos. A aparente controvérsia pode ser esclarecida pelo fato de que nesses estudos não se controlou a seleção dos indivíduos nem os seus respectivos estados maturacionais. Sendo o grau de maturação um fator de fundamental importância sobre a velocidade de crescimento, não se pode saber até que ponto os resultados desses estudos se devem realmente ao treinamento ou simplesmente a estágios maturacionais diferentes dos indivíduos (MALINA, 1989 e 1991).

É importante observar que a total inatividade física, em casos extremos (por exemplo, crianças que por algum motivo não desenvolvem sequer atividades comuns do dia a dia, como ir à escola ou brincar), pode ser prejudicial ao crescimento (FORJAZ, 2003).

Assim, pode-se concluir que a atividade física é um estímulo fundamental ao crescimento, embora não se saiba ainda exatamente quanto de atividade seja necessário para garantir um crescimento normal. Supõe-se que as atividades comuns do dia-a-dia sejam suficientes para tal processo (MALINA, 1989).

Treinamento esportivo e crescimento em estatura

BAXTER JONES et al. (1995), ao citarem MALINA (1994), afirmam que o treinamento intenso a que são submetidos os jovens atletas tem pouco ou nenhum efeito sobre o crescimento em estatura. Os problemas de tentar uma relação de causa e efeito entre treinamento esportivo e crescimento são apontados por MALINA (1989, 1991), ao comparar natação e ginástica artística:

  • Uma semelhança importante entre natação e ginástica artística é que em ambas as disciplinas se inicia o treino muito cedo, entre 6 e 7 anos de idade;
  • Embora ginastas e nadadores treinem por muitos anos, os nadadores são geralmente muito mais altos que os ginastas, no final da infância e começo da adolescência;
  • Um detalhe importante é que mesmo antes do início do processo de treinamento, os nadadores já possuíam estatura maior que a média, enquanto os ginastas já tinham estatura abaixo da média. Além disso, a média entre as alturas dos pais dos nadadores é geralmente maior que a média entre as alturas dos pais dos ginastas.

Convém destacar que o perfil de atletas jovens de elite pode ser extremamente específico; em outras palavras, esses indivíduos possuem características morfológicas, antropométricas, maturacionais, especiais, que podem ser diferentes da média da população, e as quais devem atender à demanda da disciplina praticada. Tais características podem tornar esses indivíduos, por natureza, um grupo muito distinto da população dita normal, de maneira que não se sabe exatamente se as diferenças observadas (por exemplo, na estatura) realmente se devem ao treinamento, ou são inerentes aos próprios atletas (MALINA, 1989, 1991).

Ginástica artística e crescimento em estatura

A influência da ginástica artística sobre o crescimento em estatura pode ser compreendida de acordo com o contexto em que ela é utilizada; como atividade física regular, ou como uma prática esportiva com fins competitivos.

A ginástica artística, se utilizada como atividade física, com fins formativos ou de recreação, não tem efeito sobre o crescimento em estatura, pois corresponde a uma prática como qualquer outra (de maneira já explicada nesse artigo).

Se pensarmos na ginástica artística no contexto do treinamento esportivo, como em qualquer outra disciplina, pode-se dizer que não há influência dessa prática sobre o crescimento. No entanto, um aspecto importante da ginástica artística relacionado ao treinamento é a rigorosa dieta a que os ginastas se submetem e que pode levá-los a um estado de subnutrição relativa, influenciando assim o crescimento.

O discurso científico atual explica a baixa estatura freqüentemente observada em ginastas através da pré-seleção, ou seja, os ginastas teriam uma estatura relativamente menor não devido ao treinamento, mas porque teriam sido de alguma maneira, selecionados por serem naturalmente menores, o que favorece a performance nesse esporte. Essa seleção pode acontecer pelos técnicos, ao recusarem ou descartarem atletas que são ou se tornam altos demais ou pelo próprio atleta, se percebe dificuldades de vitória em competições causadas pela própria estatura, ou mesmo se ele (ou ela) interessa por outra prática esportiva (MALINA, 1991).

Finalmente, é importante ter em mente que o crescimento é um processo dependente de inúmeros fatores (genéticos, ambientais, nutricionais), que interagem de maneira complexa, e que a atividade física e o treinamento são apenas dois dentre esses fatores (BAXTER JONES et al., 1995; MALINA, 1989, 1991).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BAXTER JONES, A.D.G. Growth and development of male gymnasts, swimmers, soccer and tennis players: a longitudinal study. Annals of human biology, vol. 22, no. 5, 381-394, 1995.

FORJAZ, C.L..M. Crescimento e Desenvolvimento Humano. Disciplina de graduação do curso de Educação Física da EEFE-USP. Notas de aula, 2003.

MALINA, R. M. Growth and maturation: Normal variation and effect of training. In: Perspectives in Exercise Science and Sports Medicine. Youth, Exercise and Sport. Vol.2, 223-265. Edited by David R. Lamb & Carl V. Gisolfi. Benchmark Press, 1989.

MALINA, R. M. Growth, maturation, and physical activity. Human Kinetics. Capítulos 22 e 26, 1991.

 
 
     
 

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