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Artigo 27 - Experiência de Intercâmbio - "Study Tour - 2005"

Por: Marco Antonio Coelho Bortoleto - Doutor em Educação Física - Instituto Nacional de Educação Física da Catalunha – Espanha Grupo de Estudos em Ginástica Geral (GGU – Unicamp), Laboratório de Praxiologia Motriz (INEFC – Lleida)

Relatos sobre uma excelente experiência de intercâmbio

Barcelona, 12 de agosto de 2005

Viajar é uma atividade que por natureza permite conhecer outras realidades, ou melhor, outras culturas. Quando saímos das fronteiras do nosso ambiente cotidiano temos a oportunidade de conhecer outras formas de pensar e de viver, e com isso aprendemos a superar preconceitos, respeitar diferenças culturais e temos subsídios que nos permitem comparar estas diferenças. Cada pessoa responde de forma diferente aos estímulos que nos oferece uma viajem: alguns simplesmente passam, olham e desfrutam dos lugares, das paisagens: outros admiram e conseguem estabelecer interessantes comparações com suas realidades de origem, e outros são capazes de observar detalhes que possivelmente ajudarão a entender melhor todas as diferenças que possuem as distintas culturas. Isso significa, que viajar requer uma preparação, certa abertura dos sentidos, uma predisposição, uma especial sensibilidade e, finalmente, boas companhias, bons motivos, um bom planejamento e tranqüilidade para poder absorver tantas informações novas e diferentes.

Este “Study Tour”, foi uma atividade planejada por muitas pessoas e pôde ser realizada graças à colaboração de varias instituições e ao apoio de muitos profissionais. Uma viagem totalmente organizada de forma voluntária e com um único objetivo: compartilhar experiências sobre o mundo da Ginástica. Uma verdadeira odisséia guiada por e-mail, telefonemas e outras formas de comunicação que superou diferenças de idiomas e a distância que existe normalmente entre os participantes. Somente por sua complexidade esta viagem merece ser lembrada e comentada.

Depois de meses de preparação se formou um grupo de 20 pessoas, de diferentes países (Argentina, Brasil, Peru), partindo majoritariamente de São Paulo a Berlim com a esperança de conhecer melhor outras realidades de prática da Ginástica Geral e a perspectiva que possuem estes outros praticantes sobre este fenômeno gímnico. Eu particularmente, depois de perder um vôo, de demorar várias horas para encontrar o alojamento, cheguei diretamente da Espanha para encontrar-me com este grupo conhecendo apenas algumas pessoas e buscando “por instinto” encontrar-lhes dentro do imenso centro de convenções de Berlim onde se concentravam milhares de pessoas desde o primeiro dia. Certamente, restringirei a contar minhas impressões da viagem pela Alemanha, pois lamentavelmente não pude participar da segunda parte do tour (uma longa visita a diferentes centros educativos e esportivos dinamarqueses).

Durante uma semana nossos colegas alemães nos presentearam com um evento extremamente organizado e bem informado, que apenas poderia ser melhorado ampliando as informações em inglês (que eram mínimas) e por um pouco mais de cordialidade por parte de alguns cidadãos locais.

Fomos testemunhas de como se pode organizar um festival unindo atividades competitivas e demonstrativas, para todas as idades, todos os níveis, sem excluir ninguém do programa. Vimos como aproximadamente 100.000 pessoas conseguiram conviver durante vários dias em alojamentos e fora de suas residências habituais em plena harmonia e sem conflitos, festejando e praticando ginástica ou outras atividades físicas com a intenção de confraternizar, intercambiar idéias, conhecimentos e cultura.

Esta viagem nos permitiu conhecer mais de perto a filosofia inigualável do movimento ginástico TURN, um projeto de vida onde a prática do exercício físico, especialmente da ginástica, é um fator essencial para a qualidade de vida e um elemento de coesão social e cultural. Um projeto de “esporte para todos” que respeita qualquer tipo de diferença e que recebe um grande apoio do governo, como não poderia deixar de ser.

Vimos como a Ginástica Geral, entendida como filosofia ou modo de praticar a Ginástica de forma inclusiva permite que outras atividades, como a dança, o circo, os esportes, etc., permeiem sua prática sem modificar sua essência demonstrativa e participativa. Vimos também como é possível realizar competições para aqueles que querem competir sem que o perdedor se sinta pior que o ganhador, algo difícil segundo os valores que regem nossa sociedade atualmente. Um modelo de evento que deveria inspirar nossas federações, nossos representantes e que deveria ser conhecido por nossos políticos, normalmente tão concentrados nas atividades burocráticas que deixam de lado sua verdadeira função: o atendimento e a representação cidadã.

Durante o evento, pudemos visitar uma enorme feira de materiais esportivos (principalmente ginásticos), comer diferentes comidas típicas, visitar diferentes instalações esportivas, assistir a galas e espetáculos, ver exposições (filatélicas, fotos, etc..), passear por praças e monumentos (quase todos rodeados de gente fazendo ginástica)... Enfim, vimos uma Berlim mais viva, mais alegre, mais saudável, mais gímnica...

Antes de terminar queria comentar um fato que em minha opinião ilustra perfeitamente a amplitude do espírito do Turnfest. Um dos meus companheiros de quarto, ou melhor, de sala de aula, pois o alojamento foi em escolas públicas, era um educado senhor alemão de 65 anos, residente em Montreal (Canadá) há mais de 20 anos e que abandonou sua família, seu trabalho e sua casa para viver o Turnfest, um exemplo da força que possui este evento cultural para estas pessoas. Uma pessoa que me contou que não pode deixar de participar deste festival porque desde que tinha 10 anos se sente como um membro a mais desta família que se reúne para praticar ginástica durante uma semana.

Espero que este breve relato ajude a outros companheiros a animar-se a participar nas futuras expedições do Grupo Ginástico Unicamp, e que ilustre também a nobre intenção deste grupo acadêmico-profissional em divulgar e ampliar seus conhecimentos sobre a GG e seus contatos nacionais e internacionais.

Queridos amigos da Ginástica, isso é o Turnfest, cultura vivida intensamente sem preconceitos. Gostaria de agradecer a todos que participaram, colaboraram e especialmente aqueles que organizaram esta viagem, e que preferi não mencionar o nome, mais a quem sou imensamente grato.

Para finalizar, queria dizer que já iniciamos os contatos para que o próximo Study Tour visite várias universidades, centros de treinamento e pesquisa em ginástica na Espanha, França e Inglaterra, toda uma aventura que nos permitirá conhecer e intercambiar conhecimentos com diferentes alunos, ginastas e profissionais da área. Preparem-se!

 

 
 
     
 

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