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Jogos Pan-Americanos 2003
 
 
 
 

Veja as notícias e os resultados dos Jogos Pan-Americanos que acontece em Santo Domingo, na República Dominicana entre os dias 01 e 10 de agosto de 2003.

 

09/08/2003

Ovacionado de pé por dominicanos, Brasil é bi por equipes na ginástica rítmica

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

A equipe de ginástica rítmica brasileira conquistou neste sábado a medalha de ouro na prova geral, em que são somados os resultados das apresentações de fita e de arco/bolas. O Brasil já havia ganhado a mesma prova em Winnipeg-1999. Foi o sexto ouro brasileiro neste sábado.

A equipe brasileira, formada por Dayane Camillo, Thalita Nakadomari, Ana Maria Maciel, Gabriela Andrioli, Fernanda Cavalieri e Natália Eidt apresentou hoje uma coreografia baseada na música do filme "No Coração dos Deuses". Na performance, havia duas bolas e três arcos, como reza a regra.

Logo no primeiro exercício, um dos arcos escapou, e as brasileiras tiveram de usar um reserva. "Quando houve o erro, fiquei com muito medo que elas não tivessem força para agüentar e segurar a onda, porque nossa apresentação ia crescendo em complexidade", disse a técnica Barbara Laffranchi.

Os temores de Laffranchi não se confirmaram. As meninas agüentaram. A performance brasileira arrancou aplausos do público durante toda a apresentação -foi a única equipe que conseguiu o feito. A ovação dos dominicanos se repetiu quando foi anunciada a nota brasileira, 24,650 -a mais alta da segunda série, apesar do erro.

Ontem, o Brasil havia acabado na primeira colocação na prova da fita, obtendo uma nota de 25 pontos (de 30 possíveis). "Nunca havíamos feito tantos pontos", comemorava Laffranchi, que antes da competição em Santo Domingo previa que a equipe brasileira ganharia a medalha de ouro "e por uma boa margem de pontos" se não houvesse erros.

Mesmo com os pequenos erros, as brasileiras venceram com extrema tranqüilidade, obtendo um total de 49,650 pontos (60 possíveis). A prata ficou com a equipe canadense, que somou um total de 41,600 pontos. O bronze foi de Cuba, com 37,300.

"Ganhamos por uma margem muito maior do que o esperado. Acho que as outras equipes ficaram um pouquinho abaixo. Mas temos que levar em conta as condições do ginásio, que eram muito difíceis: há muito vento e umidade. Se você for colocar a mão no arco que elas usaram, vai ver que está um sabão", disse a técnica. "Isso me deixa ainda mais satisfeita, porque se elas conseguiram este desempenho com estas condições, fico imaginando o que não podem fazer no Mundial".

O Mundial de ginástica rítmica ocorrerá em Budapeste no final de setembro. A competição classifica oito equipes para Atenas-2004. Mais duas equipes serão convidadas para as Olimpíadas.

Destaque
Quando a apresentação brasileira foi ovacionada, todas as meninas se reuniram em um círculo e se abraçaram. Todas chorando muito. Em seguida, toda a equipe cantou "louvado seja o meu Senhor". "Oramos sempre antes de cada treinamento, porque a ginástica rítmica é um esporte tão complexo e dependente de detalhes que o ser humano sozinho não consegue realizar. Precisamos da mão de Deus", disse Laffranchi.

A mais ovacionada foi Dayane Camillo. Atleta com mais experiência e capitã da equipe medalha de ouro em Santo Domingo-2003, a veterana do Pan-Americano de Winnipeg não contia a emoção. Ela pretende se retirar após a Olimpíada.

"Este é meu último Pan-Americano. E o sabor desse ouro é muito maior do que o do Canadá, porque tivemos que treinar muito mais. As meninas são todas novas e me viam como uma referência. Todas confiavam muito em mim e no fim deu tudo muito certo", disse Dayane, para quem a ginástica rítmica se mistura com a própria vida.

"Nem me vejo sem treinar. Vou parar depois de Atenas, mas nunca pensei no que poderei fazer. Tomara que até lá Deus ilumine algum caminho para mim", dizia, ainda no Brasil, com uma ponta de decepção. "É difícil, mas meu corpo já dá sinais de que não está agüentando muito. Tenho dores no joelho, mas passo por cima de qualquer coisa pela equipe".

Dedicação e repetição
Para chegar à medalha de ouro e a apresentação que foi aplaudida de pé pelos dominicanos, as brasileiras realizaram treinos bastante intensos na Unopar, no Paraná, onde a equipe olímpica permanente se concentra. Cada pequeno movimento chegou a ser ensaiado centenas de vezes por dia. "A repetição é tudo, porque não basta o movimento ser correto, é preciso finesse. É a finesse que conta para os jurados", explicava a técnica Laffranchi, de estilo bastante autoritário e exigente, ainda no Brasil.

"Me seguro para não subir no pescoço de uma. O que me deixa com raiva não é o erro em si, é a vontade de não fazer, quando elas permitem que o cansaço vença ou quando ficam sem vontade. Nada, nada mesmo, pode ser maior do que a força de vontade, da decisão de fazer as coisas direito", dizia Laffranchi.

O rigor dos treinos e a dedicação exigida foram tão grandes que duas meninas (Mariana e Biba) foram dispensadas três meses antes do Pan por estarem "furando" o regime que deveriam fazer -estavam acima do peso que a comissão técnica julgava adequado.

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09/08/2003

Larissa Barata acaba em quarto e Tayanne Montovanelli em sétimo na GRD individual

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

As brasileiras Larissa Barata e Tayanne Montovanelli não subiram ao pódio, mas obtiveram resultados aceitáveis na prova individual geral da ginástica rítmica. E deram autógrafos para adolescentes dominicanas na saída do ginásio no complexo esportivo Parque del Este, em Santo Domingo.

Larissa, que entrou neste domingo na terceira colocação, acabou em quarto, com 85,500 pontos em um total de 120 possíveis. Já Tayanne, que terminara as duas primeiras provas do sábado em sétimo, manteve a posição hoje e encerrou sua participação com 82,950.

A medalha de ouro ficou com a norte-americana Mary Sanders, que foi a única a romper a marca dos 100 pontos: 100,450. A prata acabou com outra ginasta dos EUA, Olga Karmansky, que somou 82,325. O bronze acabou com a argentina Anahi Sosa (87,475 pontos). Anahi estava empatada com Larissa ao final das duas provas de sábado (bola e arco), mas teve um desempenho melhor neste sábado na fita e nas massas.

Na apresentação da fita, Larissa não conseguiu segurá-las duas vezes quando as atirou para o alto. Nas massas, deixou cair apenas uma vez um dos aparelhos. "Tava ventando muito e isso atrapalhou. E também aconteceu outra coisa: eu estava suada, então a fita estava grudando na minha mão. Aí, eu joguei com um pouco mais de força e ela voou lá para cima", lamentou a brasileira.

"Eu não esperava ganhar uma medalha. O fato de estar aqui já é uma grande coisa. É meu primeiro Pan-Americano e ontem até aconteceu uma coisa engraçada: antes do primeiro aparelho, eu me dei conta: 'nossa, estou no Pan'. Fiquei meio nervosa, mas no segundo aparelho já passou", disse Larissa. "Ainda tenho 16 anos e essas meninas contra quem competi têm todas 19. Poderia ter ido um pouco melhor na fita, mas no geral estou bem contente de ficar em quarto".

Já Tayanne, que teve uma excelente apresentação nas massas, recebendo uma nota de 23,000, também se disse satisfeita. "Está ótimo. Acho que fui muito bem", afirmou a ginasta, enquanto autografava o caderno de uma menina de 13 anos.

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08/08/2003

Brasil lidera após o primeiro dia da ginástica rítmica

Da redação UOL
Em São Paulo

Com uma apresentação que arrancou mais aplausos que da própria equipe dominicana, o Brasil fechou o primeiro dia da competição geral de conjunto da ginástica rítmica desportiva (GRD) dos Jogos Pan-Americanos na liderança, acumulando 25.000 pontos na disputa com cinco fitas.

O Canadá terminou a prova em segundo, com 20.700, e Cuba ficou em terceiro, com 19.050.

A competição de conjunto com três arcos e duas bolas acontece neste sábado, às 18h30 (horário de Brasília). A soma das notas das duas apresentações definirá os ganhadores das medalhas da competição geral.

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08/08/2003

Ginástica rítmica brasileira tenta repetir ouro pan-americano

Dos enviados especiais do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Campeãs pan-americanas em Winnipeg-99 e finalistas nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, as meninas da ginástica rítmica desportiva (GRD) do Brasil iniciam nesta sexta-feira a luta pela segunda medalha de ouro do esporte nos Jogos Pan-Americanos.

A disputa será realizada no Pavilhão de Ginástica do Parque del Este. No primeiro dia de competição as ginastas vão realizar os aparelhos arco e bola e conjunto 5 fitas.

Em Santo Domingo, o conjunto brasileiro preparou duas coreografias. A primeira terá como tema a trilha nacional da novela "O Beijo do Vampiro", homenageando as novelas brasileiras. A segunda terá a música tema do filme "No Coração dos Deuses", protagozinado por Antônio Fagundes, uma homenagem ao cinema nacional.

Favorito na disputa, o Brasil conta com estilo linha-dura da técnica Bárbara Laffranchi para não decepcionar em Santo Domingo.

"Me seguro para não subir no pescoço de uma. O que me deixa com raiva não é o erro em si, é a vontade de não fazer. Quando elas permitem que o cansaço vença ou quando ficam sem vontade. Nada, nada mesmo, pode ser maior do que a força de vontade, da decisão de fazer as coisas direito", disse a treinadora.

A única remanescente do grupo campeão em Winnipeg é a paranaense Dayane Camilo. Atletas mais experiente da seleção com 25 anos, ela pensa em se "aposentar" após a Olimpíada de Atenas-04. "É difícil, meu corpo já dá sinais de que não está agüentando muito. Tenho dores no joelho, mas passo por cima de qualquer coisa pela equipe."

A renovação fica por conta de Ana Maria Maciel, de 15 anos, Larissa Barata e Tayanne Mantovaneli, de 16, as duas últimas representantes do Brasil na disputa individual.

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05/08/2003

Daniele Hypólito ganha outra prata, agora na trave, e desiste do solo 

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

A ginasta Daniele Hypólito conquistou sua segunda medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Pouco depois de acabar na segunda posição nas barras paralelas assimétricas, Daniele levou a prata na trave.

Esta foi a quarta medalha de Daniele neste Pan - ela havia sido bronze no individual geral e no geral por equipes.

A brasileira teria ainda a chance de disputar outro pódio, na prova de solo, mas sentiu dores na panturrilha esquerda após sua atuação na trave e resolveu se poupar para o Mundial de ginástica, que ocorre ainda neste mês, em Los Angeles (EUA).

"Achei melhor me poupar para o Mundial. Estou muito satisfeita com meus resultados aqui e vou com muita confiança para lá", disse a principal ginasta da história do país, que preferiu não comentar a gravidade de sua lesão.

"Acho que não é nada grave, mas não quero falar disso agora, não. Quero aproveitar estes momentos de felicidade".

Daniele somou 9.537 pontos na trave nesta terça à noite, ficando atrás da norte-americana Nastia Liukin, que somou 9.550 e acabou com o ouro - a diferença foi de apenas 13 pontos. O bronze foi para outra norte-americana, Chellsie Memmel, com 9.462.

A brasileira Ana Paula Rodrigues também participou da prova e acabou na quarta colocação, com 8.962 pontos.

Balanço
No total, a ginástica ganhou para o Brasil nove medalhas no Pan. As três individuais de Daniele e bronze por equipes no feminino. A ginástica artística masculina, por sua vez, ganhou seis medalhas: três de prata e três de bronze.

"Acho que tivemos um desempenho muito bom", afirmou a chefe da delegação de ginástica no Pan, analisando a participação brasileira. "Foi uma ótima preparação para o Mundial. As meninas puderam tirar um pouco do nervosismo. Acho que vamos chegar muito bem nos Estados Unidos". O Brasil viaja às 6h desta quarta-feira para Los Angeles.

"Se você analisar, as notas brasileiras foram muito piores no primeiro dia. Conforme a competição foi acontecendo, as meninas foram se soltando e os resultados melhoraram".

Choradeira
Durante as provas do feminino individual, alguns árbitros brasileiros reclamaram muito das notas atribuídas as brasileiras. "Foi baixa a nota da Ana Paula, né?", comentou Eliane Martins, que será juíza das barras paralelas no Mundial e é uma das 25 experts em arbitragem do mundo, com a delegação brasileira.

A opinião de Eliane encontrou eco no árbitro brasileiro Sandro Brasil Santos, que atua nas competições masculinas. "Essa (juíza) dominicana não entende nada de arbitragem. Vem de um país que não é nada na ginástica e fica nos sacaneando. Ele deu uma nota 0,4 abaixo da média dos outros árbitros para a Daniele", reclamou, após a participação da ginasta nas paralelas.

Após o anúncio da nota de Daniele, 9,475, os brasileiros vaiaram o resultado apontado pelo placar eletrônico.

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05/08/2003

Cubana é ouro no salto sobre o cavalo; brasileira acaba em quarto

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

A brasileira Laís Souza ficou muito perto de uma medalha, mas acabou mesmo na quarta colocação na prova de salto sobre o cavalo da ginástica artística.

Laís terminou a competição com 9.287 pontos, ficando bem pouco atrás da mexicana Brenda Magaña, que somou 9.293 e ficou com o bronze. "Não fiquei triste (com a quarta posição) porque fiz minha parte, saltei bem", disse Laís ao final da prova.

Estreante em Pan-Americanos, a jovem brasileira disse não ter sentido a pressão em nenhum momento. "Não achei nada demais disputar um Pan", resumiu.

O ouro no salto sobre o cavalo foi para a cubana Leyanet González, com 9.512 pontos. A prata foi para a norte-americana Courtney McCool, com 9.343.

Outra brasileira na prova foi Daiane dos Santos, que somou 9.206 pontos e terminou na sétima colocação.

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05/08/2003

Daniele Hypólito é prata nas barras paralelas assimétricas

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Das duas medalhas de prata obtidas por Daniele Hypólito nesta terça-feira, a primeira veio nas barras paralelas assimétricas. Após uma performance considerada muito boa pela equipe brasileira, Daniele somou 9.475 pontos.

A brasileira ficou atrás da norte-americana Chellsie Memmel, que somou 9.575 e acabou com o ouro - ela já havia ganhado o primeiro lugar geral individual, na segunda-feira. O bronze foi para outra norte-americana, Nastia Liukin - medalha de prata no geral individual -, com 9.425.

A brasileira Ana Paula Rodrigues ainda quase roubou o bronze de Nastia, com 9.400 pontos, mas acabou na quarta colocação.

Antes, no salto sobre o cavalo, a brasileira Laís de Souza, 14, também terminou na quarta colocação. Laís ficou a 0,006 de uma medalha: fez 9,287 contra 9,293 da mexicana Brenda Magana.

"Não fiquei chateada porque fiz minha parte, saltei bem", disfarçou Laís, que disputou seu primeiro Pan-Americano. "Não achei nada demais esse torneio. Acho que muitas coisas melhores ainda virão na minha carreira, então dificilmente vou me lembrar desta competição no futuro", disse a caçula da equipe brasileira.

A medalha de ouro na prova ficou com a cubana Leyanet González, que obteve 9,512. A prata foi para a norte-americana Courtney McCool, a quem os árbitros atribuíram uma nota de 9,343.

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05/08/2003

Cubano Eric López termina competição com seis medalhas de ouro

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

O cubano Eric López foi o grande nome da ginástica artística masculina nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Ele conquistou seis medalhas de ouro em oito possíveis.

O show de López começou no sábado, quando a equipe de Cuba ganhou o ouro por equipes. As apresentações de López foram decisivas para aumentar a nota geral de seu país e deixar a equipe cubana à frente da brasileira e da norte-americana.

No domingo, ele venceu a competição individual geral com incríveis 56.200 pontos, bem à frente do medalhista de prata, o norte-americano David Durante.

Hoje, López ganhou o ouro em quatro dos seis aparelhos. No salto sobre o cavalo, barras paralelas, cavalo com alças e argolas. A melhor atuação foi no cavalo com alças, prova em que o cubano atingiu 9.750 pontos.

Seu domínio só foi quebrado no solo e na barra fixa. No solo, quem levou o ouro foi o canadense Brandon O'Neil. Na barra, o vencedor foi Tomy Ramos, de Porto Rico.

"Sou só mais um competidor", diz o cubano, que refuta qualquer heroísmo - e estrelismo - pelo desempenho em Santo Domingo. "Estou muito contente, porque tinha me preparado para isso", completa, ele que diz ter em casa 22 medalhas do Pan - 18 delas de ouro.

López elogiou também o desempenho dos brasileiros na competição. Nesta terça-feira, a equipe nacional conseguiu cinco medalhas nas provas individuais.

"São muitos bons, fizeram um grande trabalho. Merecem os parabéns", opina o medalhista que, aos 30 anos, descarta competir no Brasil em 2007. "Não vou ao Rio, com essa idade já está muito difícil competir", avisa.

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05/08/2003

Ginástica artística masculina fecha o dia com cinco medalhas

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

A equipe masculina do Brasil da ginástica artística fechou sua participação nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo com um saldo positivo.

Nesta terça-feira, nas finais por aparelho, o Brasil somou mais duas de prata e três de bronze. Até hoje, o país nunca havia conseguido ganhar uma única medalha por aparelhos na disputa masculina.

"A gente trabalhou forte e competiu bem. O resultado está aí", disse Mosiah Rodrigues, capitão da equipe.

No sábado, a equipe formada por Danilo Nogueira, Diego Hypólito, Michel Conceição, Mosiah Rodrigues, Victor Rosa e Vitor Camargo já havia surpreendido ficando com a prata, à frente dos Estados Unidos.

Hoje, Mosiah Rodrigues ganhou duas de bronze. Primeiro, no cavalo com alça. Ele terminou com 9.450 pontos e dividiu a terceira colocação com o norte-americano Clayton Strother. Danilo Nogueira foi o quinto.

Mais tarde, Mosiah ficou com o bronze também na barra fixa, novamente com 9.450 pontos.

Outro que leva duas medalhas individuais pra casa é Michel Conceição. Ele foi prata no solo, com 9.375 pontos, e bronze no salto sobre o cavalo, com 9.393.

Exatamente nesta prova de salto sobre o cavalo o Brasil levou uma de prata. Foi com Diego Hypólito, irmão de Daniele, que somou 9.443 pontos. Diego ainda terminou em quarto lugar no exercício de solo.

Os brasileiros só não conseguiram medalhar em duas provas. Nas argolas, ninguém sequer participou da final. Nas barras paralelas, Michel Conceição terminou em quarto, enquanto Danilo Nogueira foi o sexto colocado.

O grande astro da competição de ginástica artística no Pan foi o cubano Eric López. Ele já havia sido ouro por equipes e no individual geral. Hoje, ainda venceu no salto sobre o cavalo, barras paralelas, cavalo com alças e argolas. Foram seis ouros em oito possíveis.

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05/08/2003

Mosiah Rodrigues ganha mais um bronze, agora na barra fixa

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

O brasileiro Mosiah Rodrigues conquistou mais uma medalha de bronze para o Brasil na ginástica artística nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.

Mosiah, que já havia sido bronze mais cedo no cavalo com alças, ficou em terceiro na barra fixa. Ele somou 9.450 pontos.

O ouro foi para Tomy Ramos, de Porto Rico, com 9.550. A prata foi para o cubano Michael Brito, com 9.475.

"No último Pan eu não peguei nenhuma final por aparelhos, só individual geral, na qual fiquei em 15º. Agora, fiquei em 10º na geral e ganhei duas medalhas por aparelhos", comemorou o atleta.

A medalha conquistada por Mosiah foi a sexta da ginástica artística masculina em Santo Domingo. O país terminou sua participação com três pratas e três bronzes.

"O Brasil está de parabéns de qualquer forma, mesmo se eu não tivesse ganho esta medalha", disse Rodrigues, capitão da equipe brasileira.

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05/08/2003

Dirigente tira dinheiro da bota e encerra greve de juízes no Pan 

Por Tatiana Ramil - Reuters/UOL

Parecia cena de filme de mafioso. De gel no cabelo e terno escuro, o presidente da Federação de Ginástica da República Dominicana, Estevan Galván, tirou da bota 10 mil dólares e acabou com a ameaça de greve dos árbitros, que ainda não haviam sido pagos por sua participação no Pan.

A cena, na tarde de terça-feira, foi presenciada pela presidente da União Pan-Americana de Ginástica, a brasileira Vicélia Florenzano, durante a reunião para solucionar o impasse que ameaçava interromper a disputa de ginástica artística masculina por aparelhos, em que o Brasil já havia conquistado uma prata e um bronze.

"Ele tirou o dinheiro da bota. E eu fiquei responsável de pagar aos árbitros", disse Vicélia à Reuters. Os 36 árbitros do masculino deveriam receber uma diária de 35 dólares e o reembolso das passagens aéreas de alguns, mas até esta terça, o último dia de competições da categoria, não haviam visto a cor do dinheiro.

Um acordo havia permitido que a competição começasse, com mais de uma hora de atraso. Segundo o acordo, os árbitros julgariam os três primeiros aparelhos e só voltariam a atuar se recebessem o dinheiro. As notas foram mostradas aos juízes para que eles decidissem dar prosseguimento às provas.

No feminino, o problema ainda não havia sido resolvido. A competição acontece na noite desta terça. De acordo com a chefe da delegação brasileira, o dirigente iria a um caixa eletrônico providenciar o restante do dinheiro necessário para pagar aos juízes.

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05/08/2003

Brasil fica com a prata e o bronze no salto sobre o cavalo

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Pouco mais de uma hora separou o ginasta Diego Hypólito da decepção e do êxtase nas finais por aparelhos dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Depois de ficar apenas em quarto lugar no solo, sua especialidade, e conquistou a medalha de prata no salto sobre o cavalo. O bronze também ficou com outro brasileiro, Michel Conceição.

"Eu estava nervoso, mas estava concentrado", disse Diego, que nem quis olhar a nota depois do primeiro salto. "Agora isso (a medalha) é o fruto de nosso trabalho. Tudo o que a gente está treinando tem dado resultado."

Além de trabalho, a medalha foi conquistado com muita dor. Diego Hypólito ainda se recupera de uma fratura no pé esquerdo, sofrida há dois meses.

"Sinto mais dor no salto (sobre o cavalo). Mas isso não me atrapalhou e eu também não corri o risco de agravar a minha lesão", falou o ginasta, bastante cumprimentado pela delegação brasileira.

Último ginasta a realizar o aparelho, Diego Hypólito por muito pouco não beliscou a medalha de ouro. A apresentação do brasileiro rendeu uma nota que valeu 9.443 pontos, contra 9.456 pontos do cubano Éric López. Michel Conceição garantiu o bronze com 9.393 pontos.

"Não sei se faltou pouco, porque esses milésimos fazem toda a diferença. Mas estou muito satisfeito por ter conseguido a prata", disse Hypólito.

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05/08/2003

Juízes da ginástica levam calote e ameaçam greve no Pan

Por Tatiana Ramil - Reuters/UOL

A competição de ginástica artística por aparelhos do Pan pode não ser concluída porque os árbitros ameaçaram na terça-feira não julgar os atletas por falta de pagamento.

Os cerca de 60 árbitros tiveram que pagar suas passagens aéreas até Santo Domingo e receberiam 35 dólares por dia de competição, além do reembolso das passagens para alguns, mas até agora ninguém viu nem um centavo.

Por causa do impasse, o início da competição masculina por aparelho começou com mais de uma hora de atraso, e só aconteceu por causa de um acordo provisório.

"Eles compraram suas passagens e hoje é o último dia (de competição). O comitê organizador continua dizendo que vai pagar. É uma atitude infantil e irresponsável de prometer e não cumprir", disse a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica e da União Pan-Americana, Vicélia Florenzano.

O acordo a que se chegou para que as competições começassem foi que eles julgariam os três primeiros aparelhos da disputa masculina e, se o dinheiro não estiver depositado, eles boicotarão os outros três aparelhos e a disputa feminina, a partir das 19h (horário de Brasília).

"Existe a possibilidade de os outros três masculinos e o feminino não saírem. Os árbitros não podem ser tratados dessa forma", disse Vicélia.

Ela disse não concordar com a greve, "mas eles (os juízes) têm família". Segundo ela, os árbitros estão vivendo à base de sanduíches porque, quando chegam ao hotel, o restaurante já está fechado.

"Eles não agüentam mais a palavra hamburguesa (hambúrguer)", contou ela.

As disputas de ginástica por aparelhos são uma das grandes esperanças de medalhas desta terça-feira para o Brasil. Participam Diego Hypólito, Danilo Nogueira, Michel Conceição, Mosiah Rodrigues no masculino e Daniele Hypólito, Daiane dos Santos, Ana Paula Rodrigues, Camila Comin e Laís Souza no feminino.

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05/08/2003

Mosiah Rodrigues leva o bronze no cavalo com alças

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

O brasileiro Mosiah Rodrigues não repetiu o excelente desempenho da disputa por equipes ou no individual geral de ginástica artística, mas mesmo assim conquistou a medalha de bronze nesta terça-feira na prova de cavalo com alças dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.

Mosiah Rodrigues dividiu a medalha de bronze com o norte-americano Clayton Strother. Os dois marcaram 9.450 pontos. O ouro foi para o grande favorito, o cubano Eric López (9.750 pontos), enquanto a prata ficou com o porto-riquenho Luis Vargas (9.587 pontos).

"O coração está quase fora do peito. Eu fui o último a entrar na prova e as notas estavam bem altas, então isso me deixou um pouco nervoso. Mas o que importa é que eu estou no pódio", comemorou Mosiah Rodrigues após a conquista. No pódio, fez questão de levantar a bandeira do Brasil.

Melhor colocado no aparelho tanto na disputa por equipes quando no individual geral, o brasileiro cometeu uma falha nesta terça-feira que o fez perder a medalha de prata. Mesmo assim, não lamentou o ocorrido. "O sabor (da medalha) é de tarefa cumprida, de objetivo realizado."

Capitão da seleção brasileira e atleta mais experiente da equipe, Mosiah Rodrigues destacou a importância dos companheiros para a conquista da medalha. "Acho que a união (do grupo) representa 80% da conquista. Se um não desse força para o outro, ninguém ganharia nada. Apesar da ginástica ser um esporte individual, nós moramos e treinamos juntos (na seleção permanente). Por isso o apoio dos companheiros é importante."

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05/08/2003

Ginasta brasileiro ganha medalha de prata no solo

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Quem esperava uma medalha de ouro de Diego Hypólito na final do solo dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo acabou comemorando a prata de Michel Conceição. O ginasta paulista conseguiu 9.375 pontos e garantiu o segundo lugar no torneio, atrás apenas do canadense Brandon O'Neill, que marcou 9.500 pontos. O norte-americano Clayton Strother também fez 9.375 pontos e dividiu a prata com o brasleiro. Diego Hypólito, melhor colocado no aparelho na disputa por equipes, no domingo, ficou apenas com o quarto lugar, com 9.350 pontos.

Quarto ginasta a entrar no solo para a sua apresentação, Michel Conceição teve um grande desempenho. Ao encerrar os exercícios, ele deixou o aparelho vibrando bastante para receber um forte abraço do técnico Leonardo Finco.

"Foi ótimo, perfeito", comemorou o medalhista Conceição. "Não esperava por isso (prata), mas na final vale tudo. No primeiro dia eu errei a primeira passada, mas hoje eu acertei melhor e essa é a nota que eu normalmente tiro", disse o atleta, que acumula duas medalhas de prata em Santo Domingo (ele ganhou também por equipes).

Para o brasileiro, a boa performance aconteceu pelo fato de ter competido sem pressão, uma vez que a maior aposta do Brasil na prova era Diego Hypólito. "Acho que tive menos pressão do que os outros. Deu no que deu. Em Winnipeg, peguei final no salto (sobre o cavalo), mas errei os dois saltos e fiquei em sétimo lugar, o que me deixou bastante frustrado. Hoje tentei fazer diferente."

A felicidade de Conceição constrastava com a decepção de Diego Hypólito. Calado, o ginasta - quarto lugar no solo no Mundial de Debrecen em 2002 - sentou-se ao lado da delegação na arquibancada para acompanhar o restante da competição.

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04/08/2003

Com a conquista do bronze, Daniele Hypólito volta a fazer história na ginástica brasileira

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Ao conquistar a medalha de bronze na prova individual geral nesta segunda-feira, Daniele Hypólito, 18, voltou nesta segunda-feira a escrever seu nome na história da ginástica artística do Brasil. É a primeira vez que uma ginasta nacional chega ao pódio na categoria geral em Jogos Pan-Americanos.

Na prova individual geral, as 24 melhores ginastas do Pan (com um limite de três por país) se apresentam nos quatro aparelhos - as notas em cada modalidade são somadas para a definição das vencedoras. A medalha de ouro ficou com a norte-americana Chellsie Memmel, que conseguiu um total de 37,962 pontos (uma média de notas de quase 9,5 por aparelho). A também americana Nastia Liukin, que registrou 37,874 pontos, ganhou a prata.

Daniele totalizou 37,149, ficando à frente da norte-americana Allyse Ishino, que teve 36,639. "Fiquei um pouco nervosa antes da prova de solo (a última que Daniele fez nesta segunda), porque sabia que só precisava segurar o resultado. No resto, mantive a tranqüilidade o tempo inteiro. Tudo deu muito certo para mim hoje", revelou, com alegria estampada no rosto.

Além do resultado de Daniele, a ginástica brasileira conseguiu colocar mais duas atletas entre as 10 melhores: Camila Comin foi a oitava, com 35,737, e Caroline Molinari obteve 35,598. Em Winnipeg-1999, o melhor resultado do país na prova individual geral foi o décimo lugar registrado por Daniele Hypólito.

"Me sinto contente de fazer tudo isto pela ginástica nacional e abrir as portas para as próximas gerações. Com meus resultados, ajudei a criar condições de treinamento muito boas. Hoje, temos uma estrutura que muitos países gostariam de ter", disse Daniele.

"Tudo que eu tinha de fazer eu já fiz. Aquela medalha de prata abriu um novo capítulo na nossa ginástica. O que vier daqui para a frente é lucro. Já cumpri minha missão, e Deus quis que fosse eu a pessoa a dar esse primeiro passo tão necessário para o desenvolvimento do nosso esporte", afirmou. "Não, não penso em aposentadoria, claro que não. Pelo menos até 2007 vou estar treinando com a mesma força, porque quero ter a honra de disputar um Pan no Brasil".

Comemoração de verdade
A medalha foi bastante comemorada pela delegação brasileira, que viveu momentos de tensão antes do anúncio final da nota de Daniele -as outras ginastas já haviam encerrado sua participação. Os 9,125 obtidos na prova de solo garantiram o bronze. Assim que viram o resultado no placar eletrônico, a presidenta da Confederação Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano, e a chefe da delegação, Eliane Martins, se abraçaram.

Logo, Daniele veio ao encontro delas, da mãe, Dona Geni -que chorou- e do irmão, o também ginasta Diego Hypólito. "Todas as medalhas para mim tem o mesmo gosto, a mesma importância", disse, diplomática, Daniele, tentando negar o óbvio: no último sábado, após a conquista do bronze na prova por equipes, a comemoração foi muito mais discreta -a comissão técnica, e as próprias ginastas, esperavam ganhar a medalha de prata.

Paralelas
Nesta segunda-feira, a nota mais baixa da ginasta brasileira foi justamente na prova que deu a ela a medalha de prata no Mundial de Gent, na Bélgica, em 2001: o solo. Realizando exercícios de alto grau de dificuldade, que deram a ela uma nota de início 10, Daniele fez uma terminação fraca em um dos saltos. Como foi bem no restante, acabou conseguindo 9,125.

A melhor nota de Daniele veio nas barras paralelas. Quando o placar registrou 9,487, ela abraçou as companheiras e também o técnico ucraniano Oleg Ostapenko, com quem passou a trabalhar no início deste ano. "Ele mudou a minha postura. Nunca poderia imaginar que um dia ia tirar uma nota dessas na paralela", disse a ginasta, mais tarde.

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04/08/2003

Daniele Hypólito conquista o bronze no individual geral

LanceExpress!

 
Daniele conseguiu a sua segunda medalha no Pan (Foto:Wander Roberto/COB/Divulgação)
A brasileira Daniele Hypólito conquistou nesta segunda-feira mais uma medalha de bronze para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na competição individual geral de ginástica artística. É o melhor resultado conseguido por uma brasileira no individual geral na história do Pan. Daniele somou 37.149 pontos, contra 37.962 da americana Chellsie Memmel, que levou a medalha de ouro, e 37.874 da também americana Nastia Liukin, que conquistou a prata.

As outras brasileiras no individual geral também ficaram entre as dez primeiras. Camila Comin terminou em oitavo, com 35.737 pontos, e Caroline Molinari em nono, com 35.598. Nesta terça-feira, última dia da ginástica artística em Santo Domingo, as brasileiras ainda disputam mais medalhas, nas provas por aparelho.

Daniele Hypólito admitiu ter ficado nervosa com a possibilidade de ganhar medalhas, especialmente quando disputou a prova de solo:

- No solo, fiquei relativamente nervosa porque vi que era só segurar o resultado para garantir o bronze. Meu ombro ficou meio duro. Só vou conseguir relaxar depois de amanhã, quando as provas todas já terão terminado - disse Daniele.

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04/08/2003

Esperança do primeiro ouro brasileiro está com Daniele Hipólito

LanceExpress!

A ginasta Daniele Hipólito terá a chance de ganhar o primeiro ouro para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana. Ela, que ficou em 3º lugar nas eliminatórias da disputa individual da ginástica artística, terá a companhia das ginastas Carolina Comin e Carolina Morinari na disputa pelas medalhas do individual geral que acontece a partir das 19h (horário de Brasília).

Só participam dessa competição as atletas que atuam em todos os aparelhos. Ganha quem tiver a maior soma de pontos em todos eles.

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04/08/2003

Brasileiros terminam em nono e décimo na ginástica artística

LanceExpress!
Os ginastas Danilo Nogueira e Mosiah Rodrigues, que conquistaram a medalha de prata por equipes no último sábado, terminaram neste domingo em nono e em décimo lugares na final do torneio individual geral dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Danilo somou 52.375 pontos, enquanto Mosiah totalizou 52.200. Nesta segunda-feira, Daniele Hypólito, Carolina Molinari e Camila Comin, que levaram o bronze por equipes, disputam as finais individuais, às 19h (de Brasília). Os brasileiros atribuíram o resultado ao cansaço:

- Pelas minhas condições físicas, realmente não poderia ter ido melhor - disse Danilo Nogueira.

O cubano Eric Lopez conquistou a medalha de ouro, com 56.400 pontos, seguido pelo americano David Durante, com 54.625. O colombiano Giovanne Quintero, com 54.550, ficou com a medalha de bronze.

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04/08/2003

Ginástica: Laís Souza tem melhor desempenho entre as brasileiras

LanceExpress!

Laís Souza, atleta mais nova da delegação do Brasil, destacou-se na competição de ginática artística por equipe, neste sábado no Parque Del Este. Laís tirou a maior nota entre as brasileiras, com 9.325 no salto. Laís disputará final deste aparelho será na terça-feira junto com Daniele Hipólito.

- Fiz a minha parte. Sou a mais nova da equipe e consegui uma boa nota. Espero ter um bom desempenho na terça.

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03/08/2003 Ginástica: Dirigente diz que brasileiras sentiram o "peso" do favoritismo

LanceExpress!

A presidenta da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Vicélia Florenzano disse que as atletas do Brasil sentiram o peso do favoritismo, após a conquista da medalha de bronze na competição feminina por equipes nos Jogos Pan-Americanos. Este foi o mesmo resultado obtido pela seleção no Pan de Winnipeg, em 99.

- Treinamos muito bem, as pessoas paravam para nos assistir. Acho que o sentimento de favoritismo pesou nelas.

Vicélia disse ainda que o Brasil tinha condições de obter uma melhor colocação no Pan.

- Estávamos esperando a prata, quem sabe até brigar pelo ouro.

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03/08/2003

Cubano López ganha o ouro no individual geral; brasileiros são 9º e 10º

Lello Lopes - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

O cubano Eric Lopez confirmou o favoritismo e venceu a disputa individual masculina de ginástica artística. Na noite deste domingo ele somou nos seis aparelhos 56.400 pontos, faturando sua segunda medalha de ouro na competição (a outra foi por equipes, no sábado). Em segundo lugar ficou o norte-americano David Durante, com 54.625 pontos. O terceiro foi o colombiano Giovanni Quintero, que marcou 54.550 pontos.

Os brasileiros Danilo Nogueira e Mosiah Rodrigues, medalhistas de prata por equipes, tiveram desempenho apenas regular. Nogueira foi o nono colocado, com 52.375 pontos. Rodrigues ficou em décimo, com 52.200 pontos. No sábado, na disputa por equipes, eles ficaram com a quarta e a sexta maiores pontuações, respectivamente.

"Foi o cansaço físico, um dia após o outro de competição atrapalha", explicou Mosiah Rodrigues. "O problema foi o cansaço. Se não tivesse tão cansado poderia ter subido ao pódio", concordou Danilo Nogueira.

Depois da prova, o técnico Leonardo Finco afirmou que pode dar um descanso para os ginastas antes das finais dos aparelhos, marcadas para a próxima terça-feira.

"A gente vem num trabalho super forte. Amanhã vamos fazer um treino bem leve, e vamos ver se os dois que competiram hoje têm condições. Se eles tiverem muito cansados, vamos dar uma folga para eles", afirmou o treinador, que não lamentou o resultado deste domingo. "Não esperava medalha hoje, mesmo porque não fizemos um trabalho específico para isso. Tiveram algumas provas que eu gostei e outras que não gostei."

Agora os ginastas se concentram para as finais por aparelhos, onde a chance do Brasil voltar a ganhar medalha é boa. Neste domingo, Rodrigues tirou uma excelente nota 9.600 no cavalo com alça, prova que voltará a competir na terça-feira.

"Eu no geral dei umas falhas. Mas fiquei feliz em ter ido bem nos aparelhos que vou fazer a final individual. Nestes eu fui com mais garra, mais vontade. São aparelhos que tenho mais facilidade em competir e por isso mais chances de medalha", disse o ginasta, referindo-se ao cavalo com alça e às barras fixas.

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03/08/2003

Saiba quais ginastas brasileiros estarão nas finais de aparelhos do Pan


Dos enviados especiais do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

A prova de ginástica artística masculina por equipes, que deu à equipe brasileira uma medalha de prata no sábado, também classificou alguns ginastas para as finais de aparelhos. O país terá representantes em cinco das seis modalidades -apenas nas argolas não haverá brasileiros.

As disputas, que serão realizadas na próxima quarta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília), contarão com a presença de quatro brasileiros. Antes, neste domingo, às 19h, Michel Conceição e Mosiah Rodrigues disputarão a final individual geral.

Veja quais brasileiros avançaram para as finais de que aparelhos:
Solo: Diego Hypólito e Michel Conceição
Cavalo com alças: Mosiah Rodrigues
Salto: Diego Hypólito e Michel Conceição
Barras paralelas: Danilo Nogueira e Michel Conceição
Barra fixa: Mosiah Rodrigues

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03/08/2003

Mãe dos irmãos Hypólito desvia o olhar durante as competições

Por Tatiana Ramil - Reuters/UOL

Mãe de ginasta sofre. Geni Hypólito ficou com dor de cabeça e teve que desviar o olhar em alguns momentos das competições dos filhos no sábado, quando Daniele ganhou medalha de bronze e Diego garantiu a prata, ambos por equipe, nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.

Geni conta que fica muito nervosa ao ver os filhos competindo.

"É muito difícil agüentar. A emoção é muito grande e o coração dispara. Às vezes não tem como olhar", disse ela à Reuters, depois de Diego ajudar o Brasil a conseguir o surpreendente segundo lugar.

"Virei o rosto quando ele fez a última passada", completou Geni, referindo-se ao desempenho do filho no solo, quando ele conquistou a maior nota brasileira, 9,500.

Ao saber que ganhou a medalha de prata, a primeira reação de Diego foi procurar a mãe. Chorando muito, ele a abraçou por um longo período, depois de ser cumprimentado pela irmã.

Orgulhosa, Geni olhava o filho no pódio com certa incredulidade. "Foi de repente. Estou muito satisfeita".

As conquistas de Daniele e Diego compensam o esforço que eles fazem de morar em Curitiba, longe da mãe. Os dois atletas nasceram em Santo André, mas a família mudou-se para o Rio de Janeiro quando Daniele recebeu convite para treinar no Flamengo.

Geni e o marido ainda moram no Rio, mas ela costuma visitar os filhos na capital paranaense. Daniele,18, mora com as colegas de ginástica e, na casa ao lado, está seu irmão, 17, com os outros ginastas da seleção brasileira.

"O último mês eu passei junto com os dois. Fiquei na casa da Dani e o Diego ficava o tempo inteiro lá, eu tinha que mandá-lo embora para ele ir dormir na casa dele", contou. "Ele é muito querido, ele cativa as pessoas".

Geni Hypólito disse que os dois começaram a treinar ginástica por iniciativa própria e não acredita que eles estejam desperdiçando a adolescência com o esporte.

"Eles estão felizes, são crianças que não dão dor de cabeça, só alegria".

Antes de deixar o ginásio, Geni entregou a mochila ao filho e recomendou que ele colocasse o casaco. "Para mim eles serão sempre criança", finalizou.

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02/08/2003

Prata e Bronze marcam o primeiro dia de competições no Pan Americano

Fonte: CBG

Resultado por Equipe

Masculino:

1) Cuba - 221.475
2) Brasil - 216.375
3) Estados Unidos - 215.925

Feminino:

1) Estados Unidos - 148.982
2) Canadá - 144.347
3) Brasil - 143.732

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02/08/2003

Equipe masculina conquista a prata inédita em Santo Domingo

Fonte: UOL

A competição masculina por equipes da ginástica artística ainda nem terminou e o Brasil já comemora a medalha de prata inédita nesta modalidade em Jogos Pan-Americanos. Danilo Nogueira, Diego Hypólito, Mosiah Rodrigues e Victor Rosa se abraçam no Pavilhão de Ginástica do Parque del Este, em Santo Domingo, capital da República Dominicana, depois do fim dos exercícios do último aparelho. Os brasileiros fizeram nas argolas a pontuação de 35.975, somando 216.375 no total, contra 215.925 dos EUA. Os cubanos, que ainda não terminaram sua apresentação mas já garantiram o ouro.

A equipe masculina de ginástica artística do Brasil já havia conquistado o bronze nos Jogos Pan-Americanos de San Juan, em Porto Rico, em 79, e Indianapólis, EUA, em 87.

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02/08//2003

Brasil está a um aparelho da medalha de prata no masculino por equipes

Fonte: UOL

A equipe de ginástica masculina do Brasil está a um aparelho da medalha de prata no Pan 2003. Após os exercícios no cavalo com alça, o Brasil soma 180.400 pontos, contra 178.975 pontos dos Estados Unidos. Cuba lidera a competição. O melhor brasileiro neste aparelho foi Mosiah Rodrigues, que marcou 9.550 pontos. O próximo e último exercício é nas argolas.

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02/08/2003

Brasil abre mais vantagem sobre os EUA na luta pela prata

Fonte: UOL

A equipe de ginástica masculina do Brasil continua firme na luta pela medalha de prata dos Jogos Pan-Americanos. Após os exercícios de solo, os brasileiros passaram a somar 144.700 pontos, contra 142.750 dos Estados Unidos. Diego Hypólito foi o melhor brasileiro no solo, somando 9.500 pontos, seguido de Michel Conceição (9.150), Danilo Nogueira (8.950) e Victor Rosa (8.750). As próximas apresentações serão a de cavalo com alça e argola.

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02/08/2003

Ginástica: Após terceiro aparelho, time masculino do Brasil continua em segundo

Fonte: UOL

A equipe masculina de ginástica artística do Brasil continua na disputa por medalha após os exercícios de três aparelhos na competição dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, República Dominicana. Victor Rosa, Danilo Nogueira, Mosiah Rodrigues e Michel Conceição encerraram os exercícios de barra fixa no Pavilhão de Ginástica do Parque del Este, com 35.325 pontos (108.350 no total), mantendo o segundo lugar na classificação geral.

Victor marcou 8.500 pontos, Danilo fez 8.650, Mosiah ficou com 9.475 e Michel Conceição, com 8.700.

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02/08/2003

Equipe masculina do Brasil faz a segunda melhor pontuação nos exercícios de solo

Da Redação UOL
Em São Paulo

A equipe masculina de ginástica artística do Brasil fez a segunda melhor série de exercícios de solo no Pavilhão de Ginástica do Parque del Este, em Santo Domingo, na República Dominicana.

Com 37.225 pontos, os brasileiros ficaram atrás apenas dos norte-americanos, que marcaram 37.600.

A pontuação individual dos atletas brasileiros foi a seguinte: Victor Rosa (9.300), Danilo Nogueira (9.200), Michel Conceição (9.325), Diego Hypólito (9.400).

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02/08/2003

Daniele Hypólito acaba com a terceira colocação no geral e está na final

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Se a medalha de bronze deixou um sentimento de frustração na delegação brasileira, pelo menos o desempenho da maior estrela, Daniele Hypólito, deve ter satisfeito a comissão técnica. A primeira ginasta nacional a ganhar uma medalha em um Mundial acabou com a terceira melhor somatória de notas do primeiro dia de competições da modalidade.

Ela ficou atrás das ginastas americanas Nastia Liukin e Chellsie Memmel, que praticamente carregaram nas costas a equipe dos EUA à medalha de ouro. As três são as mais fortes candidatas ao ouro indivual geral, em uma competição que será disputada na segunda-feira. As 24 ginastas que tiveram o melhor desempenho neste sábado (com um limite de três por país) estarão na briga.

Além de Daniele Hypólito, pela pontuação obtida neste sábado, o Brasil também classificou para a final as ginastas Camila Comin e Caroline Molinari.

Para as finais por aparelhos, as brasileiras classificadas são: Ana Paula Rodrigues e Daniele Hypólito (trave), Camila Comin e Daniele Hypólito (solo), Daiane dos Santos e Laís Souza (salto sobre o cavalo) e Daniele Hypólito e Caroline Molinari (barras assimétricas).

Apesar da decepção causada pelo bronze na competição por equipes, Eliane Martins, chefe da delegação brasileira de ginástica, garantiu que as brasileiras brigarão por medalhas em todos os aparelhos. "Temos chance muito boas em todos os aparelhos. E a Dani, tenham certeza, pode brigar pela medalha de ouro no individual geral".

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02/08/2003 Técnico americano não esperava medalha de ouro

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

O técnico da equipe norte-americana de ginástica, Stephen Rybacki, não contava com a medalha de ouro. Em conversa com o UOL Esporte, logo após o fim da participação dos EUA na competição por equipes da ginástica artística, ele dizia estar um pouco decepcionado com o desempenho de sua equipe, dizia que o Canadá "foi um pouco superior" e que esperava "grandes coisas" do Brasil.

"Participamos com meninas muito novas e inexperientes. Elas não foram mal, mas confesso que esperava um pouquinho mais de algumas delas", disse Rybacki, que revelou que a equipe norte-americana que participará do Mundial de ginástica, em Los Angeles, ainda neste mês, será totalmente diferente.

"Pode-se, sim, dizer que estamos aqui (em Santo Domingo) com um time 'B', de ginastas que ainda precisam se aprimorar. Nossas melhores começarão a treinar na segunda-feira para o Mundial. Optamos por não trazê-las ao Pan para que se concentrem no evento mais importante".

"As ginastas canadenses, e as próprias brasileiras, que já têm uma Olimpíada na bagagem, são mais experientes. Acho que estão em um nível um pouqqinho acima desta nossa equipe".

Já Andrei Rodionenko, um dos técnicos do Canadá, preferia não fazer prognósticos. "A ginástica é como a vida, imprevisível", filosofou. "Mas estou muito satisfeito, as ginastas desempenharam exatamente o papel que esperávamos".

De acordo com Rodionenko, a equipe canadense que irá ao Mundial terá algumas modificações, mas para a entrada de atletas do mesmo nível das que conquistaram o Pan-Americano. "Aqui estamos com nosso time mais forte, sim".

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02/08/2003

Brasil erra, decepciona e acaba "só" com o bronze na ginástica feminina

Murilo Garavello - Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

"Esperávamos a prata e tínhamos condições de brigar pelo ouro com os EUA". A frase, da presidenta da Confederação Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano, resume o sentimento de frustração que ficou no ar após o torneio por equipes da ginástica artística. Rendendo abaixo do que era esperado, o Brasil conseguiu "só" o bronze na competição. É a primeira medalha brasileira no Pan-Americano de Santo Domingo.

A equipe formada por Ana Paula Rodrigues, Camila Comin, Caroline Molinari, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito e Laís Souza somou 143,372 pontos, ficando atrás dos EUA e do Canadá. Mesmo com um time B (o principal se prepara para o Mundial de ginástica, que ocorrerá ainda neste mês em Los Angeles), as norte-americanas eram as maiores favoritas e confirmaram o status somando 148,982 pontos. Já as canadenses ficaram com 144,347, bem pouco na frente do Brasil.

O Brasil não ficou em segundo lugar porque cometeu erros nas provas de solo, salto sobre o cavalo e trave. O resultado, se não era o esperado, repetiu os desempenhos de Caracas-83 e Winnipeg-99. "Mas nossa ginástica evoluiu muito desde o último Pan, então não era exagero esperar mais", disse, serena, Vicélia, após o anúncio do resultado final.

Para a chefe da equipe de ginástica feminina no Pan, Eliane Martins, as brasileiras perderam a medalha de prata nas barras paralelas. "Duas meninas erraram e isso não é comum. Principalmente porque a barra paralela é um dos nossos melhores aparelhos", disse Eliane.

Mesmo após Daiane cair duas vezes das barras e tirar uma horrível nota de 6,072, o Brasil ainda estava com boas chances, pois, em cada aparelho, competem cinco ginastas de cada país, mas são computados apenas os quatro melhores desempenhos. Então, Camila Comin se apresentou. E também acabou escorregando. Nesse momento, Eliane, visivelmente contrariada, afirmou: "Já era. Perdemos a prata", e saiu andando, deixando transparecer sua decepção. Como ela mesma revelaria mais tarde, foi para fora do ginásio, "ficar sozinha, tomar um ar, esfriar a cabeça". Camila recebeu 8,278, uma nota relativamente baixa, que teve de ser incluída na pontuação brasileira.

Erros, explicações
EUA e Canadá, os principais rivais, se apresentaram antes do Brasil, no grupo 1. Na competição por equipes, cinco países se revezam na disputa de quatro aparelhos -em eventos simultâneos, dentro do mesmo ginásio. Por isso, quando as brasileiras entraram, a pontuação das adversárias diretas já havia sido anunciada.

Na prova de solo, especialidade brasileira, Ana Paula (9,072), Camila Comin (9,187) e Daniele Hypólito (9,287 com direito a aplausos e empolgação do público) tiveram desempenhos, de certa forma, normais. Já Carolina (8,437), que havia brilhado no treino de pódio, e Daiane (8,975), que rivaliza com Daniele pelo posto de melhor brasileira nessa prova, não tiveram boas terminações em alguns saltos. "Ela não foi bem", disse, tensa, Eliane, antes do anúncio da nota. Ao final da prova, o Brasil já estava atrás de EUA e Canadá.

Em seguida, ocorreu a competição de salto sobre o cavalo. Nessa, o Brasil teve bom desempenho: Camila conseguiu 9,000, Laís, 9,325, Daniele, 9,012 e Daiane 9,262. No terceiro aparelho, as barras paralelas, a equipe foi atrapalhada pelo desempenho insatisfatório de Daiane e Camila. Carolina (9,275), Ana Paula (9,112) e Daniele (9,162) acabaram mantendo as chances de medalha.

Quando o Brasil iniciou a trave, quarto e último aparelho, já não tinha mais chances de tomar dos EUA a medalha de ouro. Para superar o Canadá precisava de 35,402 no geral. Ou seja, com quatro notas acima de 9, a prata seria brasileira. Entretanto, nenhuma delas conseguiu obter esta nota.

Ana Paula (8,937), Camila (8,625), Caroline (8,337) e Laís (8,262 após um escorregão que a fez cair) fizeram com que, para o Brasil chegar ao segundo lugar, Daniele tivesse de obter 9,4, uma nota altíssima para o aparelho, considerado o mais difícil do torneio pelas brasileiras. A estrela da ginástica nacional obteve 8,887, deixando o Brasil com o bronze.

"Decepção é uma palavra muito forte, que machuca. Mas tenho certeza que tínhamos capacidade para mais. Nos treinos, todos paravam para nos assistir, nos elogiavam no corredor", disse Vicélia. "Tenho a convicção de que elas sentiram o peso de serem favoritas. É diferente você competir com todos tendo expectativas muito altas sobre seu desempenho".

As ginastas, entretanto, negaram estarem nervosas ou pressionadas pelas notas das rivais. "A gente não sabia das notas das americanas e canadenses. Nem a nossa nota costumamos olhar, para não atrapalhar o desempenho. Então, aconteceram coisas normais. E, se ganhamos a medalha de bronze, foi porque merecemos", disse Daiane.

"Acho que trabalhamos muito para ganhar essa medalha, treinamos, fizemos tudo o que podíamos. Estou muito feliz. A gente até podia ter competido um pouquinho melhor, mas acho que está muito bom", disse Daniele Hypólito.

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28/07/2003

Ginastas reforçam representação feminina no Pan

Daniele Hypólito é a capitã da ginástica olímpica

Das 189 mulheres que representarão o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, 14 delas serão as atrações das modalidades de ginástica olímpica e rítmica. Nos últimos Jogos de Winnipeg - 99, as mulheres conseguiram 36 medalhas, sendo quatro medalhas para a ginástica brasileira: ouro para o conjunto de ginástica rítmica e na ginástica olímpica prata no salto e bronze no solo para Daiane dos Santos e medalha de bronze para a equipe. Segundo a técnica do conjunto Bárbara Laffanchi, "foi nesses Jogos Pan-Americanos que a ginástica rítmica nasceu para o mundo e principalmente para o país".

Quatro anos depois, as ginastas estréiam em Santo Domingo totalmente confiantes e preparadas para abocanhar um número maior de medalhas. Enquanto a equipe de ginástica rítmica buscará repetir o ouro, as ginastas olímpicas pretendem superar pelo menos as canadenses, que foram prata no Canadá. Este ano os EUA estará representado pela segunda equipe feminina de ginástica olímpica, que também é candidata a medalha de ouro. Há ainda possibilidades de medalhas na ginástica rítmica individual com as atletas Larissa Barata e Tayanne Mantovanelli. As competições de GR nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo serão realizadas nos dias 8, 9 e 10 de agosto. Bárbara Laffanchi destacou que as coreografias são feitas para chocar, para chamar a atenção do público, com ritmos brasileiros como samba-dance e tribais. "Após os Jogos Olímpicos houve mudanças no Código de Pontuação, que ficou mais criterioso, exigindo mais rapidez nos movimentos".

Integram a delegação brasileira feminina de ginástica no Pan: Daniele Hypólito, Daiane dos Santos, Camila Comin, Caroline Molinari, Ana Paula Rodrigues, Laís Souza e Thaís Silva da ginástica olímpica, e Dayane Camillo da Silva, Ana Maria Maciel, Thalita Nakadomari, Fernanda Cavalieri, Gabriela Andrioli, Natália Eidt, Larissa Barata e Tayane Mantovanelli da ginástica rítmica. Destas, apenas Daniele Hypólito, Camila Comin, Daiane dos Santos e Dayane Camillo da Silva participaram dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg.

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25/07/2003

Ginástica brasileira é promessa de medalhas no Pan

Fonte: CBG

Depois de sete meses de treinamento permanente no Centro Nacional de Treinamento em Curitiba, e a participação em diversos amistosos internacionais, as equipes de ginástica olímpica feminina e masculina páram de treinar nesta segunda-feira (28), em busca de dois objetivos: estabelecer a presença do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos e a classificação por equipe para as Olimpíadas de Atenas - 2004. A ginástica olímpica do Brasil é uma das promessas de medalhas nos XIV Jogos Pan-Americanos, que iniciam no próximo dia 1º de agosto em Santo Domingo - República Dominicana.

As competições de ginástica olímpica acontecem nos dias 2,3,4 e 5, por equipe, individual geral e por aparelhos. Os 12 ginastas que representarão o país nos Jogos embarcam às 17:00 horas de segunda-feira (28), para Santo Domingo, acompanhados dos técnicos Oleg Ostapenko, Iryna Ilyashenko, Vyecheslav Azimov e Leonardo Finco, da supervisora das Seleções, Eliane Martins e da presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano.

Integram a delegação brasileira os atletas da equipe masculina: Diego Hypólito, Mosiah Rodrigues, Danilo Nogueira, Vitor Camargo, Victor Rosa e Michel Conceição e da equipe feminina: Daniele Hypólito, Daiane dos Santos, aís Souza, Caroline Molinari, Camila Comin e Ana Paula Rodrigues. Ao contrário dos resultados do último Pan de Winnipeg no Canadá em 1999, hoje a realidade da ginástica brasileira é outra. "Tendo como base os resultados alcançados nos amistosos internacionais deste ano e o bom desempenho das ginastas no treinamento, a expectativa é de que a equipe do Brasil suba no pódio pelos menos com a medalha de prata, superando as canadenses, e ainda conquistem medalhas individuais e por aparelhos". O ouro deve permanecer no poder das americanas.

Dentre os destaques da equipe brasileira está Daniele Hypólito, que deverá subir no pódio na final dos aparelhos e na competição individual geral.

Daiane dos Santos é outra ginasta que cresceu muito tecnicamente e com potencial de subir no pódio com medalhas no salto e no solo. Inclusive Daiane estará realizando um elemento dificílimo "duplo twist carpado", movimento no solo que poderá entrar para a história da ginástica olímpica mundial, caso se comprove que somente ela desenvolve essa acrobacia. As demais ginastas Camila Comin, Laís Silva, Caroline Molinari e Ana Paula Rodrigues também possuem valores individuais nos aparelhos paralela, salto e solo. A Ginasta Laís Silva, de apenas 14 anos, é a atleta mais nova da delegação brasileira que vai ao Pan.

Já a equipe masculina, que em 1999 ficou com o sétimo lugar, participa do Pan de Santo Domingo com a possibilidade de ficar entre os quatro primeiros lugares por equipe e individual geral e ainda com chances de medalhas nos aparelhos solo, barra fixa, argolas, salto e cavalo. Da equipe atual, apenas os ginastas Mosiah Rodrigues e Michel Conceição estavam em Winnipeg. "Depois de quatro anos, mais experiente e preparado, acredito que o meu desempenho agora irá superar o décimo sexto lugar individual geral que consegui no meu primeiro Pan", disse Mosiah.

Eliane Martins ressaltou que até o último Pan a ginástica brasileira vivia na sombra de uma única ginasta. Hoje temos uma equipe forte e as seis ginastas têm condições de trazer medalhas, graças ao sistema de planificação de treinamento adotado pelos técnicos ucranianos, com a limpeza na execução dos elementos e técnicas dos movimentos". Toda essa preparação mudou radicalmente nos últimos meses, onde a Confederação Brasileira de Ginástica em parceria com o COB - Comitê Olímpico Brasileiro e a Lei Agnelo/Piva, proporcionaram aos ginastas uma estrutura completa de treinamento, com aparelhos iguais aos usados nas competições internacionais, equipe médica com fisioterapeuta, psicóloga, nutricionista, hospital, moradia, transporte, alimentação, bolsa estudo em faculdade e ensino médio sem custo, além de bolsa auxílio para os ginastas. "Esses recursos da Lei Agnelo/Piva foram responsáveis por essas mudanças estruturais e nos deram segurança para planejar e motivação para que os ginastas possam cumprir um cronograma intensivo de treinos", destacou Vicélia Florenzano.

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22/07/2003

Daiane está confiante para o Pan

Fonte: CBG

A ginasta Daiane dos Santos (Brasil Telecom/ União), integrante da seleção Brasileira de Ginástica Olímpica realiza seus últimos treinos no Brasil antes do embarque para o Pan, no dia 28/07. A atleta garante que nunca esteve tão bem preparada para uma competição e lembra que seu objetivo no Pan é conquistar pelo menos uma medalha de ouro.

Destaque no Pan-Americano de Winnipeg, no Canadá, em 1999, quando conquistou a prata no salto, o bronze no solo e o bronze por equipes, a ginasta afirma que quer obter resultados ainda melhores. "Esse ano quero me destacar novamente e se possível conquistar o ouro. Vou brigar por bons resultados para o Brasil e também por mim ", diz.

A ginasta diz que para atingir seu objetivo está treinado duro e que está totalmente recuperada da vídeo-artroscopia no joelho direito que se submeteu há um mês. "Estou totalmente recuperada. Treino seis horas por dia, além das sessões diárias de fisioterapia". Mesmo sem conhecer, garantiu Daiane lembrando que suas últimas conquistas retratam seu preparo e condições físicas para o Pan. "Meu desenvolvimento no esporte pode ser visto nos resultados que venho conquistando ". 

A gaúcha da equipe Brasil Telecom/União garante que hoje é uma atleta mais experiente. Me sinto tranqüila para enfrentar as feras que estarão no Pan. A vinda dos técnicos ucranianos contribuiu muito para o meu crescimento como atleta ". Daiane ressalta que a ajuda do técnico Oleg Ostapenko foi decisiva para que surgisse a oportunidade de dar nome à um movimento de solo e entrar para a história da ginástica olímpica mundial.

"Espero que se comprove que eu sou realmente a única ginasta no mundo a realizar essa acrobacia. Esse é um grande sonho e estou próxima de realiza-lo. Isso é resultado de uma grande evolução na ginástica", declara uma Daiane radiante.

A ginasta e suas companheiras de equipe tem todos os seus movimentos analisados e acompanhados pelos ucranianos. De acordo com a supervisora de seleções da Confederação Brasileira de Ginástica, Eliane Martins, Daiane vem apresentando um grande crescimento na execução dos aparelhos. "Podemos observar a evolução técnica, a limpeza na execução dos elementos e a utilização cada vez maior da técnica nos movimentos. Hoje, a equipe feminina compete sem receio de enfrentar qualquer equipe adversária ", declara Eliane.

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18/07/2003

Ginastas se encontram com Lula

Fonte: CBG - Foto: Agência Reuters

A atleta Larissa Barata da ginástica rítmica entregou o agasalho ao Presidente

Durante a visita de parte da delegação brasileira que vai ao Pan, ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta-feira (17), em Brasília, a atleta Larissa Barata, da equipe brasileira individual de ginástica rítmica, foi uma das escolhidas para entregar ao Presidente o uniforme que a delegação usará no Pan de Santo Domingo, com o seu nome bordado. Também estiveram presentes os ginastas Danilo Nogueira, Mosiah Rodrigues, Daniele Hypólito, Ana Paula Rodrigues e Dayanne Camillo. A comitiva de ginastas foi acompanhada da Presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano. Também participaram da cerimônia o ministro do Esporte e Turismo, Agnelo Queiroz, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, o chefe de missão do Brasil no Pan, Marcus Vinícius Freire e outros presidentes de Confederações Esportivas Brasileiras.

Lula disse em seu discurso que "os atletas abdicaram de muita coisa para estarem aqui. Temos que reconhecer o valor da disputa e não apenas o valor da medalha. Tenho certeza de que todos vocês têm condições de orgulhar o país em Santo Domingo".

"Independente dos resultados, a gente receberá todos vocês para demonstrar nosso agradecimento", completou.

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15/07/2003

Ginastas integram delegação do Pan que será recebida pelo Presidente Lula

Fonte: CBG

Atletas das modalidades de ginástica olímpica feminina e masculina e ginástica rítmica de conjunto e individual, estarão em Brasília nesta quinta-feira (17), quando serão recebidos às 15h30min, pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com   atletas de outras modalidades que integram a delegação brasileira que vai ao Pan de Santo Domingo, República Dominicana. Fazem parte da comitiva da Confederação Brasileira de Ginástica, os atletas da ginástica olímpica: Mosiah Brentano Rodrigues, Danilo Nogueira, Daniele Hypólito e Ana Paula Rodrigues e da ginástica rítmica Larissa Barata da equipe individual e Dayanne Camillo da Silva do conjunto. A delegação que visitará o Presidente é composta por 150 atletas.

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10/07/2003

Música tribalista e samba-dance vão embalar a GR no Pan-2003

Fonte: CBG

As apresentações da Seleção Brasileira Adulta de Conjunto de Ginástica Rítmica (GR) nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, vão ser embaladas pelo som tribalista da canção “O Desconhecido” e pelo samba-dance “Baya-baya”, do grupo alemão Sofri Duo.

“O Desconhecido” foi uma das músicas que compuseram a trilha sonora do filme No Coração dos Deuses, protagonizado por Antônio Fagundes. A canção vai acompanhar a apresentação de arco e bola. “Baya-baya”, que embalará a apresentação de fita, integrou a trilha sonora da novela O Beijo do Vampiro, da Rede Globo.

No último Pan-Americano, realizado em Winnipeg, Canadá, em 1999, a Seleção Brasileira de GR conquistou a medalha de ouro com apresentações de maças (ao som de um maracatu) e de arco e fita, ao som de um samba.

A técnica Bárbara Laffranchi acredita que a equipe pode repetir o ouro de Winnipeg. Segundo ela, os principais concorrentes do Brasil nos Jogos de Santo Domingo, que começam no dia 1º de agosto, são Cuba e, principalmente, o Canadá.

Cuba e Canadá foram, respectivamente, segundo e terceiro colocados no Pan-99. “Se não cometermos erros, com certeza voltaremos de Santo Domingo com o tricampeonato”, avalia Bárbara Laffranchi. Ela considera o bicampeonato como sendo a primeira colocação obtida no Campeonato Pan-Americano disputa em Cancun, no México, em 2001.

Em Cancun, Cuba voltou a ser a vice-campeã. A terceira colocação ficou com a Argentina, já que a delegação canadense preferiu não viajar ao México, receosa de novos atentados terroristas – o torneio foi disputado poucas semanas depois do trágico 11 de setembro.

Bárbara Laffranchi diz que, por ser composta de movimentos automatizados, a apresentação de Ginástica Rítmica exige alto grau de concentração. “Uma piscada diferente pode levar a um erro. E, embora estejamos treinando exaustivamente, o que conta, mesmo, é a condição psicológica da equipe no momento da apresentação”.

Especificamente para o Pan, a Seleção Brasileira de GR vem se preparando desde janeiro deste ano. A equipe vem treinando oito horas por dia, seis dias por semana, no ginásio da Universidade Norte do Paraná (Unopar), em Londrina.

No último torneio amistoso antes do Pan, disputado na última semana de junho em Berlim, a Seleção Brasileira conquistou a segunda colocação do triangular que reuniu a Bielo-Rússia (1º) e a anfitriã Alemanha. A equipe nacional de GR embarcará no dia 4 de agosto para a República Dominicana.

A apresentação de arco e bola está prevista para o dia 8 e a de fita para o dia seguinte. No dia 10, data da finalíssima, a equipe volta a se apresentar nos dois aparelhos. A equipe de arco e bola está definida com Dayane Camilo da Silva, Thalita Nakadomari, Gabriela Andrioli, Ana Maria Maciel e Fernanda Cavallieri. Na equipe de fita, Fernanda será substituída por Natália Eidt.

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